Lombalgia

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O que é?

Lombalgia ou dor na região baixa das costas é um sintoma bastante comum. Algumas vezes, a dor se irradia para as pernas com ou sem dormência.
Com o pequeno volume de dados epidemiológicos nacionais e diante da realidade nas condições de saúde relacionadas com estruturas músculo-esquelético, pior que a dos países do 1º Mundo, alguns autores chegam a estar preocupados com indícios de uma epidemia branca, chegando-se inclusive a dizer que todas as pessoas irão apresentar, pelo menos, um quadro álgico lombar em algum momento de sua vida, com a agravante de que, na maioria dos casos, a dor é de curta duração e de gravidade insuficiente para justificar uma consulta médica.
Magnitude refere-se à abrangência, ao alcance que a doença atinge na população, o contingente de pessoas acometidas por sua ocorrência. Estudos epidemiológicos envolvendo países como os EUA, Reino Unido, Escandinávia, Canadá e Brasil atestam que dores nas costas, como condição geral, episodicamente afetam cerca de 75% da população na maioria das nações industrializadas. Foi observado ainda que 72% da população investigada em clínicas particulares de reumatologia, com diagnóstico confirmado de lombalgia, tinham característica sedentária.
Quando são reunidos todos os custos relacionados à lombalgia, as despesas para os egócios, indústria e governos são estimadas em até US$ 50 bilhões anuais. Os prováveis benefícios do exercício com menos despesas em tratamentos médicos e dias parados no serviço, menos lesões e recuperação mais rápida em caso de acidentes, além do bem-estar do indivíduo, justificam a adesão de empresas a programas de qualidade de vida, que contam com: atividades físicas através de ginástica laboral, e, massagem, para seus funcionários. Um estudo japonês demonstrou que indivíduos com uma história prévia de lombalgia presentam pouca força muscular no tronco e fraqueza muscular generalizada, se comparados com aqueles que não apresentam essa patologia.
A melhora da amplitude do movimento proporcionada pela aplicação de alguns tipos de massagem, ex. An-ma e Shiatsu, tem sido associada com alívio dos sintomas nas lombalgias agudas e crônicas, podendo ser observada em muitos programas de tratamento e reabilitação. É possível que o trabalho com pesos torne a pessoa mais forte, mas as probabilidades de lesões na prática da musculação existem, principalmente no período de adaptação e na utilização de peso livre, ou seja, o não controle do volume e intensidade dos exercícios pode ser mais um agente contribuindo para desordem na coluna, assim sempre se faz necessária o acompanhamento de um profissional habilitado para tanto.
A lombalgia é uma das queixas mais comuns no ser humano. Várias são as razões de sua ocorrência.
Dentre elas destacam-se as de origem músculo-esquelético.
Também pode ser desenvolvida por problemas emocionais, inflamações, infecções, hérnia de disco, protusão discal, abaulamento discal ou degeneração do disco intervertebral, artrose, escorregamento de disco (espondilolistese), osteoporose, tumores, etc.. Os dados de história e de exame físico são a base do diagnóstico das etiologias e nosologias das lombalgias.
A investigação diagnóstica com exames laboratoriais, eletrofisiológicos e de imagens deve ter seus achados validados com base no exame clínico e na história. O tratamento é fundamentado no controle dos sintomas e de suas repercussões físicas e psicossociais e na restauração da funcionalidade das estruturas regionais.

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Sintomas

São dores na região lombar, podendo irradiar para as pernas e causar dormência.
A lombalgia pode ser classificada como aguda e crônica. Sendo a aguda um “mau jeito”, mais comum de aparecer em jovens que passaram por algum esforço físico, e a lombalgia crônica, que é permanente, acomete pessoas com mais idade e é uma dor menos intensa.
A presença de problemas psicológicos, como depressão ou outros distúrbios emocionais, em muito tem a ver com manifestações dolorosas crônicas e incapacidades.
Para Cailliet (2001), a avaliação psicológica do paciente com dor lombar tornou-se parte integrante da avaliação, diagnóstico e formulação do seu plano de tratamento, já que a dor não é apenas um termo descritivo da nocicepção experimentada, mas um fenômeno multidimensional. Ela compreende não só fatores psicológicos, mas também emocionais, sociais, culturais e até mesmo educacionais. Se existe uma suspeita de lombalgia, é recomendável procurar um médico especialista, que solicitará exames para diagnosticar a doença, pesquisar a origem da dor e prescrever o melhor tratamento, que pode ser medicamentoso, cirúrgico, massagem ou acupuntura.
Nos casos da lombalgia ter como origem um desarranjo músculo esquelético, o tratamento mais indicado é a massagem, se a origem for hérnia de disco, protusão discal, abaulamento discal, o tratamento mais indicado é a acupuntura. É importante no tratamento o paciente seguir as orientações do terapeuta com relação a manter uma boa postura diária, sendo a postura correta parte fundamental para que se evite novos problemas.

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